domingo, 26 de março de 2017

Banco Gafanhoto II




Em busca de matéria prima na Favela do Cruzado II - CDHU do Jardim Santo André - SA - SP.



Resgatar madeira
 do lixo é modinha? 
Carne de vaca?
SIM!!!
Mas por que eu também não posso entrar nesta farra do boi? Kkkkk
É divertido, acreditem! Hehehe

Porém minhas peças possuem uma assinatura própria, original, e isso ninguém pode negar. Ora apenas e simplesmente geometrizado (redundância proposital) com linhas retas em seqüências padronizadas, ora promovendo uma intervenção da geometria reta simples em formas orgânicas respeitando ao máximo sua originalidade conforme encontrada.

Banco Gafanhoto... Eis uma praga que tratei de transformar em arte. Objeto que causou sentimentos bipolares (kkkk) com quem interagiu com esta criação desde o início, um misto de amor e ódio extremamente sadio diante à uma sociedade doente. Hehehe

Quem quiser ver a primeira versão que deu o que falar clique AQUI!!?









De vez em quando eu deixo esta peça na frente da marcenaria para promover uma interação com o público local, pois bem, eis que sentar em uma peça assim é algo... Algo.... Diria assim: Místico!!! Uma experiência sensorial, psicológica, talvez. Motivo para agradáveis brincadeiras e diálogos com os mais variados perfis de pessoas. Show!!!!

Sem o público um artista perde seu propósito existencial. Fato fatídico fractal, como sempre! Hehehe 
Claro, Tim, Vivo, Oi???

Banqueta de Eucalipto:







Este conceito de rejuntar peças de comprimento variados lado à lado já existe há tempos, muito comum utilizando sarrafos ou caibros, porém me achei no direito de fazer minha interpretação com estes troncos de eucalipto utilizados na construção civil para escoras, material que achei jogado como sempre. Hehehe!!!
Fui criticado por pintar de branco, porém gosto desta liberdade de quebrar o censo comum e criar algo que possa ser mais fácil ambientado à um espaço interno e urbano, ampliando assim a possibilidade de venda e real utilização da peça na decoração de uma casa, ambiente comum, cotidiano.





Luminária Pirambóia:



Esta luminária é uma das criações que é possível produzir em série.
Utilizei uma mini dicróica de LED e cabo PP Preto, madeiras de cedrinho reutilizadas e verniz PU.
A primeira associação que tive foi com o peixe Pirambóia, mas bem que poderia ser com um Robô de linha de produção de Autos (braço mecânico).

Mancalas (Jogo dos Feijões):




Mancala é o jogo mais antigo do mundo, sua origem remonta há mais de 7 mil anos na África. É um jogo de estratégia, quem quiser saber mais clique AQUI!!!

Como jogar:



Apresentei esta madeira que encontrei num barranco aqui da Favela do CruzadoII do Jardim Santo André - SA - SP no Facebook...
Uma amiga designer de interiores, a Ana Eliza, que sempre gostou de debater sobre design de móveis de cunho artístico, passou esta ideia de utilizar esta peça de Peroba Rosa para fazer uma Mancala. Obviamente nunca tinha ouvido falar, então corri pesquisar no Google e comprei a ideia. 
Hehehe he há!!!!

Execução:
















Banqueta c/ Baú:


Peça 100% executada com sobras da marcenaria. 
A experimentação maior foi utilizar as fitas de borda de PVC trançando para compor o assento que possui até espuma que foi retirada de um revestimento de embalagem.
Reparem no detalhe das dobradiças, uma de cada cor, estavam guardadas nas bagunças há mais de dez anos. Hehehe
E o bacana é que utiliza ripinhas de 2cm rejuntadas e coladas sobre sobras de MDF de 6mm como base com cola instantânea, ou seja, acabamos utilizando as menores sobras que uma marcenaria sob medida produz obtendo um resultado estético bastante agradável. Show!



Suporte para plantas:


Este conceito de criar peças que se apóiam na parede para cumprir sua função nasceu com esta experimentação, depois disso criei o Banco Centauro que avoluiu ainda mais tal ideia.








sexta-feira, 24 de março de 2017

Cadeira Lamartine

 
Peças artísticas provocam sensações ambíguas em pessoas ambíguas.
Ser ambíguo é humano. Fato!
Oi???




Por que chamei de cadeira Lamartine? 
Simples!
Porque resgatei este tronco queimado, cheio de formiga, na Favela Lamartine que fica no caminho que faço ao trabalho.
Dazora a cara de espanto dos transeuntes ao ver eu recolhendo estes materiais... A curiosidade... 
Hehehe


Encostei este tronco no canto da marcenaria sem saber ao certo o que fazer com ele. 
Ficou aí durante um mês, certo dia deu vontade de cortar no meio, cortei. 
Deu vontade de juntar as peças, juntei...
Deu vontade de parar e ir na padaria do outro lado da rua tomar café, tomei.
(...)(...)(...)

















Agora com Verniz PU...